Skip to main content
espanhol
  • Resources
  • Matérias

A transformação técnica do varejo

A tecnologia digital tornou-se elemento fundamental em todos os segmentos de negócios, praticamente sem exceções, mas nenhuma outra indústria sofreu um impacto tão grande quanto o segmento de varejo, que
foi reconfigurado em vários aspectos, incluindo o comércio eletrônico, o marketing digital (omnichannel), a mudança no comportamento do consumidor e o aumento da complexidade da cadeia de suprimentos, impactada pela pandemia.

Esses resultados sustentam a teoria de que a tecnologia será um dos principais impulsionadores do crescimento do varejo de próxima geração e alimentará a experiência omnichannel do cliente, ofertas inteligentes e operações enxutas, bem como modelos de negócios emergentes, como monetização de dados.

Para atingirem essa patamar tecnológico os varejistas podem seguir um plano de ação, capaz de avaliar a maturidade de seus respectivos cenários de TI e sua organização, bem como o seu modelo operacional. Com esses insights, os varejistas podem fazer os investimentos estratégicos certos em tecnologia e assim impulsionarem o seu desempenho.

Esses planos devem suportar a integração perfeita dos canais online e offline com serviços digitais inteligentes, que facilitam integralmente a experiência de compras dos clientes”, considerando os seguintes aspectos:

Arquitetura Técnica de Varejo

A arquitetura de varejo de última geração é perfeita para o conceito omnichannel, alimentada por dados e altamente modular. Tradicionalmente, a arquitetura tecnológica dos varejistas servia, principalmente, para a rede de lojas e na cadeia de suprimentos. Os recursos de comércio eletrônico funcionam por meio de um esforço separado. Usavam soluções comerciais limitadas a sistemas legados, o que dificultava a capacidade dos varejistas de implementar experiências de consumo verdadeiramente omnichannel.


Os melhores varejistas da categoria conseguem oferecer uma experiência distinta ao cliente em todos os canais. Migraram para uma arquitetura de comércio sem headless, que suporta todos os pontos de contato com funcionalidades compartilhadas, como listas de desejos, agendamento e pagamentos.

Quanto ao conceito de datafication: na arquitetura tradicional, os dados se dividem entre sistemas. Têm infraestrutura local com escalabilidade limitada. A maioria das empresas implementou apenas dados limitados e padrões de modelo, tornando difícil a reutilização e o dimensionamento de casos de uso de análise.

Para liberar o poder dos dados e acelerar a captura de valor, os principais varejistas implementam plataformas de dados baseadas em nuvem. Isso permite automação e reutilização em um conjunto de protocolos definidos. A arquitetura de varejo tradicional depende de aplicativos monolíticos e envelhecidos, que dificultam drasticamente a agilidade e as atualizações, resultando em custos gerais mais altos.

Mudar para uma arquitetura modular e baseada em microsserviços pode permitir que as organizações alcancem maior flexibilidade e escalabilidade.

Modelo Operacional

As maneiras pelas quais a função tecnológica apoia a organização podem aumentar significativamente o desempenho operacional. A maioria dos varejistas de ponta criou uma fábrica digital ágil que combina recursos de negócios e tecnologia para gerenciar soluções de comércio eletrônico (e às vezes análises). No entanto, uma transformação da função de TI completa é necessária para atender a uma linha de base consistente de eficiência, flexibilidade e velocidade.

Uma organização orientada por produtos se concentra no desenvolvimento e gerenciamento de recursos de negócios suportados por soluções tecnológicas. Por exemplo, checkout de comércio eletrônico, previsão de demanda e gerenciamento de armazém.

Esses produtos são então suportados por equipes multifuncionais de diferentes competências tecnológicas (por exemplo, engenharia, design e arquitetura) lideradas por product owners empresariais para garantir um foco consistente nos resultados dos negócios.

O futuro do varejo

Empresas digitais e de software foram pioneiras em práticas avançadas de engenharia e automatizaram o ciclo de vida do desenvolvimento de software, mas o setor de varejo – como um todo – ainda está nos estágios iniciais de adoção das práticas tecnológicas. A definição e implementação dessas práticas são um elemento central para se alcançar o próximo nível de desempenho na entrega de softwares.

Fatores que permitiram o sucesso dos varejistas de ponta incluem o estabelecimento de metodologias ágeis e orientadas a produtos, bem como automação de ponta a ponta. Essa base de recursos é a única maneira que permitirá uma organização lançar novos produtos digitais em poucos dias.

O comportamento do consumidor vem mudando de offline para online, e a maioria dos varejistas tradicionais tem lutado para expandir suas capacidades tecnológicas. Na Alemanha, por exemplo, as vendas online cresceram 23% ao ano, de 2019 a 2020, enquanto as off-line aumentaram apenas 3,6% ao ano.

Portanto, após a análise deste cenário, conclui-se que os varejistas realmente comprometidos com uma transformação radical em sua função tecnológica, podem crescer e melhorar o desempenho rapidamente. Ao aprender com os melhores players do segmento, o varejista Screwfix, do Reino Unido, fez a transição para um modelo de negócios omnichannel. Isso une a plataforma digital, lojas físicas e catálogo, com opções de entrega e coleta next day – tornando-se a empresa que mais cresceu no mercado de varejo para construção no Reino Unido.

Secundus: tradução livre do original em Inglês “The tech transformation imperative in retail”, McKinsey Insights, de 20/05/22.