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Metaverso, modismo ou disrupção?

Nos últimos anos tem se falado muito sobre Metaverso. As especulações sobre as possibilidades de emprego da tecnologia de Metaverso são inúmeras.

Alguns chegam a afirmar que há toda uma economia relacionada ao Metaverso, que será até mesmo maior do que a economia real. As coisas que já são possíveis de se fazer com a tecnologia do Metaverso são extraordinárias. No campo da realidade virtual, muitas indústrias já descobriram, aplicações práticas como, por exemplo, treinamentos envolvendo a aprendizagem de habilidades complexas, que demandam muito tempo, quando realizadas no mundo real.

Assim sendo, um número crescente organizações decidiram usar o Metaverso, antes mesmo de tentar alternativas no mundo real. Um dos casos mais interessantes de uso prático da realidade virtual, encontra-se na indústria bélica e de defesa, onde em média, levava-se 18 semanas para se treinar um recruta no uso de helicópteros de grande sofisticação tecnológica.

Hoje o que estas indústrias fazem de fato é equipar os novos recrutas com um par de óculos de realidade virtual, permitindo que cada um deles tenha o seu próprio helicóptero para praticar. Desta forma, consegue-se acelerar o processo de aprendizagem, reduzindo-se, significativamente, o tempo para até 10 semanas em vez das 18 semanas tradicionais. Enquanto no mundo real, precisa-se fazer algo que é eminentemente manual ou que exija uma movimentação intensa, as ferramentas metaversas podem ser extremamente úteis, representado savings e ganhos de produtividade expressivos, que compensam os investimentos em uma tecnologia de ponta

Qual a real aplicabilidade do Metaverso?

Um dos elementos-chave da aplicabilidade do Metaverso é que você pode se movimentar, pode caminhar por lugares, pode ver e fazer coisas que seriam inviáveis do ponto de vista econômico no mundo real.

A verdade é que o metaverso tem um potencial radical de transformar as economias digital e global, mas algumas questões cruciais ainda permanecem sem respostas. O advento da computação baseada em gráficos e ambientes 3D mudará grande parte das tecnologias, padrões, convenções e modelos de monetização. Estamos no limiar de uma mudança geracional profunda, que abre inúmeras possibilidades, mas também pode apresentar ameaças para a empresas.

Já começamos a vivenciar um novo momento cultural. Hoje já se percebe um influxo de marcas tradicionais, incluindo as maiores e mais conhecidas, os “monstros sagrados” do branding, investindo em espaços virtuais. Ao mesmo tempo, já há também uma “desestigmatização” em relação ao tempo que as pessoas gastam no mundo virtual. Inteligência artificial e a realidade virtual podem abrir oportunidades para novos modelos de negócios.

O segmento fashion, já consegue tirar vantagens de um “moda virtual”, onde a tecnologia permite
visualizações de 360 graus para apresentar coleções sazonais através de show rooms on-line e avatares de modelos que percorrem pistas virtuais em 3D. Apesar de todas as evidências e iniciativas em curso, o metaverso ainda é visto – equivocadamente – por executivos mais céticos, como um algo hype, uma modismo passageiro, em vez de uma inovação com alto poder disruptivo.

Tal comportamento pode, a longo prazo, se tornar um ameaça para algumas empresas, pois o consumidores,
particularmente aqueles da Geração Z, já passam uma boa parte do tempo online e explorando as possibilidade do Metaverso. Queiram ou não o Metaverso é uma fronteira emergente, uma inovação disruptiva, pronta
para ser explorado.

Fonte: McKinsey Insights